Esta página pretende abordar temas relevantes para a compreensão do processo revolucionário na América Latina contemporânea.
Evidente que existem situações específicas, próprias de cada país latino-americano, que podem e devem condicionar aquele processo, retardando-o ou fazendo-o avançar, assumindo essa ou aquela forma. No entanto, também existem situações econômicas, políticas e ideológicas construídas historicamente que são comuns aos vários países do continente, que tornam também comuns, aspectos importantes da luta de libertação nacional na perspectiva do socialismo.
Questões por exemplo, como a participação dos partidos socialistas e comunistas nas instâncias do poder burguês, a falência dos partidos revolucionários tradicionais, a esquerda face ao neoliberalismo, o caráter da revolução de libertação nacional, as forças motrizes da revolução, a questão nacional como elemento do internacionalismo socialista... são questões não apenas teóricas mas da prática revolucionária. São questões atualmente postas em discussão nos vários órgãos da imprensa socialista e revolucionária latino-americana.
Para além das discussões, é necessário nos inteirarmos e tomarmos posição diante dos movimentos de massa e do processo revolucionário em andamento no nosso continente como os que ocorreram e ocorrem no México, Equador, Porto Rico, Peru entre outros. É necessário sobretudo nos posicionarmos contra a iminente invasão da Colômbia pelas forças imperialistas e reacionárias lideradas pelos Estados Unidos.
Não esqueçamos a advertência de Bertold Brecht:
"Primeiro
levaram os comunistas
Mas
não me
importei com isso
Eu
não era
comunista
Em
seguida
levaram alguns operários
Mas
não me
importei com isso
Eu
também não
era operário
Depois
prenderam
os sindicalistas
Mas
não me
importei com isso
Porque
eu não
sou sindicalista
Depois
agarraram
uns sacerdotes
Mas
como não
sou religioso
Também
não
me importei
Agora
estão me
levando
Mas
já é
tarde."